Aconteceu a mais tempo do que eu gostaria que tivesse acontecido. Digo isso porque eu me atrazei federalmente para criar esse blog. Rsrsrsrsrs. Adorei o trocadilho com o federalmente.
Basicamente vou contar duas histórias que envolvem a mim e aos pobres de Deus. Deveriam ser três, mas um dos casos ocorreu a tempo demais para me lembrar hoje. Aconteceu um dia depois do grupo de ACP, eu acho. Só sei que quando eu entrei no ônibus (céus, eu nem lembro se eu estava no terminal!), haviam "apenas" uns 4 bancos vazios para sentar, como se fosse pouco. Dois bancos eram daqueles duetos de bancos que ficam ao lado da janela se é que vocês conseguiram entender o que eu quis dizer; só que os dois bancos eram em "duetos" diferentes, e em ambos o assento da janela estava ocupado. Os dois ultimos eram daqueles cinco bancos que ficam no final do ônibus. E os dois eram lado a lado, dava certinho para eu e o Eduardo sentarmos. Um dos bancos era o do meio exato, o terceiro banco; e o outro era o segundo banco. A questão é que no primeiro desses bancos havia alguém. Estava com roupas em péssimo estado, segurava um boneco do Max Steel no suvaco de forma meio débil e estava sujo, o pé particulamente estava preto. E estava descalço! Não nego meu primeiro sentimento ao ver aquilo: nôjo. Um espécie de repulsa por aquela pessoa, que não dava outra impressão que não essa. E eu tinha quatro assentos para escolher. Qualquer um dos dois distantes dessa pessoa ou até mesmo o terceiro assento do final, deixando o Eduardo ao lado dele (ou não?).
E engraçado que agora eu parei para pensar aque talvez a pessoa sentada na quarta cadeira tenha preferido sentar na quarta ao lado de um estranho do que na terceira que é "apenas" uma cadeira distante dele. Talvez.
Sim, mas voltando ao assunto, eu resolvi sentar justamente ao lado dele, deixando o Eduardo na terceira. Fiz isso não porque eu sou bom, mas justamente pelo contrário; se eu fosse bom, não precisava ter feito aquilo. Mas reconhecer o meu sentimento do nôjo me fez optar por "Não excluir" digamos assim, embora eu esteja longe demais disso. Foi apenas um sentar ao lado de alguém. Alguém que talvez não tivesse sequer isso, e eu não fiz muito não! Isso é o minímo! O minímo a ser feito com os pobres de Deus, com as vitímas dos erros de poucos que mandam muito.
Sobre a viagem, como foi, quem quiser me pergunte pessoalmente depois. Vou pular logo para o segundo caso.... o Seu Pardal.
Eu estava indo meio aperreado e ele estava vindo, e como de costume, ele me abordou, mas não para pedir dinheiro. Várias vezes ele não quer dinheiro, ainda mais comigo por causa de uma vez em que eu estava parado em frente ao Laredo esperando uns amigos e ele apareceu. Fiquei com vergonha ao imaginar meus amigos chegando e eu conversando com ele, e então decidi que iria agarrar a minha cruz e comecei a conversar DE VERDADE com ele, sabe?
Mas naquele dia em que eu estava aperreado por algum motivo e não conseguia entender direito o que ele dizia; não sei se era algo com ele ou comigo. Só sei que em um momento, quando nem a minha atenção eu podia dar direito para ele, resolvi lhe entregar aquilo que para mim tinha grande importância. Lhe dei meu crufixico, que não necessáriamente era meu - ia dar de presente para a minha irmã por causa do primeiro encontro de evangelização dela.
O seu Pardal ficou muito feliz com o presente e eu expliquei que estava aperreado, mas ainda lhe falei alguma coisa que saiu do meu peito devido a uma pequena parte do que ele disse e eu entendi: "Ninguém nasce por acaso porque Deus tem uma missão para cada um aqui."
O último fato foi algo que me deixou triste mas que depois eu posto porque as minhas mãos já quase não agüentam.
Aos vitóriosos que leram até o final, fiquem com Cristo e que ele os acompanhem em sua corrida.
Aos que não conseguiram, também. ^^
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário